Review: The Perks of Being a Wallflower

Na semana passada, acabei de ler o “The Perks of Being a Wallflower”, que é traduzido para português como “As Vantagens de Ser Invisível”. Esta semana, em vez de ver os Óscares, que continuam gravados á minha espera, estive a ver o filme, realizado pelo próprio autor do livro, Stephen Chbosky.

O LIVRO:
O livro conta a história de Charlie, através das cartas que ele envia a um desconhecido. Charlie é um adolescente norte-americano, aspirante a escritor e com alguns problemas psicológicos, que está no primeiro ano do liceu. O livro tem de tudo um pouco, drogas, sexo, violência, homossexualidade, enfim, não falta nada.
Eu esperava mais do livro, já estava na minha lista há algum tempo e não fiquei a amar o livro ou a história. Creio que aquilo que tem de bom, o tocar em todos os dramas possíveis na vida de um adolescente, também é aquilo que tem de mau, toca em demasiadas temáticas sem se dedicar a nenhuma. O melhor do livro são as referências literárias, feitas através do professor de inglês de Chrlie que lhe dá inúmeros livros para ler durante o ano.

A Wikipedia apresenta a lista completa dos livros, filmes e músicas que são referidos ao longo do livro. Gostei particularmente da lista de livros.
– To Kill a Mockingbird by Harper Lee
– This Side of Paradise by F. Scott Fitzgerald
– A Separate Peace by John Knowles
– Peter Pan by J. M. Barrie
– The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald
– The Catcher in the Rye by J. D. Salinger
– On the Road by Jack Kerouac
– Naked Lunch by William S. Burroughs
– Walden by Henry David Thoreau
– Hamlet by William Shakespeare
– The Stranger by Albert Camus
– The Fountainhead by Ayn Rand.

Sinopse by Wook: Charlie is a freshman. And while he’s not the biggest geek in the school, he is by no means popular. Shy, introspective, intelligent beyond his years yet socially awkward, he is a wallflower, caught between trying to live his life and trying to run from it.
Charlie is attempting to navigate his way through uncharted territory: the world of first dates and mix-tapes, family dramas and new friends; the world of sex, drugs, and The Rocky Horror Picture Show, when all one requires is that perfect song on that perfect drive to feel infinite. But Charlie can’t stay on the sideline forever. Standing on the fringes of life offers a unique perspective.
But there comes a time to see what it looks like from the dance floor. The Perks of Being a Wallflower is a deeply affecting coming-of-age story that will spirit you back to those wild and poignant roller-coaster days known as growing up.

O FILME:
O autor reestruturou todo o livro, consigo imaginá-lo a desmontar o livro em momentos e a montá-lo, como um puzzle, mas de forma completamente diferente. Não sendo a adaptação mais fiel do mundo, foi uma boa adaptação que não desvirtuou o livro. Por um lado, acabei por gostar mais da versão do filme que do livro, por outro lado, se não tivesse lido o livro não tinha achado grande piada ao filme.

Conclusão: Não recomendo nem um nem outro, o melhor dos dois é a lista de livros e umas quantas frases/passagens do livro. As minhas preferidas:
“we accept the love we think we deserve.”
“And in that moment, I swear we were infinite.”
“I am very interested and fascinated how everyone loves each other, but no one really likes each other.”
“Things change. And friends leave. Life doesn’t stop for anybody.”
“I am both happy and sad at the same time, and I’m still trying to figure out how that could be.”
“… Try to be a filter, not a sponge.”

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3 thoughts on “Review: The Perks of Being a Wallflower

  1. Gostei bastante da tua abordagem, embora não concorde inteiramente com a tua review. Julgo que isso se deve a uma questão de gosto. Eu senti que livro e filme se completavam e que se notava bastante bem que a adaptação tinha sido feita pelo mesmo autor. É raro haver essa sincronia entre as duas obras, o que valorizou o conjunto, na minha opinião. Não tinha prestado tanta atenção às temáticas que ele aborda, mas visto que trata de uma constelação de personagens que giram em torno de Charlie, é natural que os temas sejam variados. Para mim, os temas surgiram e fluíram sem sobrecarregar a obra. Concordo contigo que as pequenas pérolas de sabedoria, essas citações, são “as mais valias” e se considerarmos que são constatações simples feitas por um adolescente a tentar perceber com toda a inocência o que é a vida e o papel de cada um nela, ainda lhes damos mais valor. E, sem dúvida, a lista de livros que ele devora e o papel que têm na sua formação e escrita, também me ajudaram a determinar melhor as minhas leituras futuras. Eu recomendo o livro, tal como o recomendei a ti. Agora nada de desdobrar as minhas folhas que marcam as minhas citações favoritas!!! :p

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