Women’s Rights Are Human rights

Eu sei que o Dia da Mulher já passou e também sei que já opinei sobre assunto, mas não consegui encerrar o assunto. A verdade é que, infelizmente, continuamos a viver num mundo que exige a celebração do Dia da Mulher, apesar de se estar a tornar em mais um evento comercial, este dia continua a ser preciso, e vai continuar a ser preciso enquanto:

1 – Recém-nascidos forem assassinados e abandonados por serem do sexo feminino;

2 – Mulheres e crianças forem obrigadas a prostituirem-se;

3 – Mulheres forem vitimas de actos de violência atrozes por terem dotes considerados demasiado pequenos;

4 – Mulheres e raparigas forem tratadas como prémio de guerra;

5 – Continuar a ser praticada a mutilação genital;

6 – Inúmeras mulheres forem vitimas de violência doméstica (de acordo com a APAV,  em Portugal, durante 2011, cerca de 19 mulheres por dia foram vitimas de violência doméstica).

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3 thoughts on “Women’s Rights Are Human rights

  1. Excepto o primeiro – porque não tenho dados que o justifiquem e toda a gente conhece a história das bebés chinesas abandonadas à nascença ou dos fetos do sexo feminino na Índia abortados quando da realização das ecografias – nenhuma dessas injustiças é exclusiva das mulheres. Acho que o pior pecado é esquecer os homens que passam exactamente pelas mesmas situações porque as mulheres são vítimas mais fáceis de identificar.

    • Não por isso que deixa de se justificar a existência do dia da Mulher. Aliás, com excepção da violência doméstica, creio que não estou a cometer nenhum erro quando digo que os crimes contra os homens são pontuais e não generalizados.

  2. 2, 4, 5 e 6 são muito comuns entre homens, já para não falar de violência emocional/psicológica a que muitos são sujeitos e a vergonha em denunciar essas situações. nem tinha visto o 3 e sinceramente não sei como é realizada a troca do dote e suas consequências. e será que no caso das mulheres é assim tão frequente ainda hoje? não sei também. o dia da mulher tem razão de ser por questões históricas e batalhas ainda a combater nesta área, mas salientar os aspectos em que elas (nós) somos vítimas e não mencionar os homens parece-me errado. por outro lado, podemos falar de uma situação bem mais injusta e que nos é próxima: mulheres prejudicadas profissionalmente porque são mães e homens que têm baixas de paternidade muito curtas. pelo menos em portugal, se se mudassem estas leis, teríamos um mercado de trabalho mais justo e, sinceramente, mais de acordo com a realidade em que vivemos e com as capacidades de cada um.
    estatísticas “oficiais”, campanhas para a igualdade de oportunidades, quotas por género ou estratégias de vitimização fazem-me sempre uma alergia imensa…

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